A indagação supracitada foi feita por um aluno ao meu amigo durante uma aula de análise sócio-filosófica e me deixou bastante excitado a emitir minha opinião sobre tal assunto - que, por sinal, é muito abrangente. Pois bem, resumirei ao máximo meus pensamentos sobre para obter uma resposta concisa e coerente a essa pergunta.
O amor é muito mais que um simples elemento; porquanto é um conjunto de sentimentos da alma, como a afeição, o carinho, a amizade, a paixão, a felicidade e a confiança; de valores humanos, como a fraternidade, a igualdade, a moral, a ética e a liberdade; de atitudes pessoais, tais como o zelo, a atenção, o companheirismo, o cavalheirismo, o romantismo, a criatividade, a fidelidade, a superação, a inovação e a renovação.
Caso contrário, pode ser que, ao longo da vida, esse amor venha a ser efêmero e infeliz, marcado por tristezas, feridas na alma, ressentimentos, apatia e infelicidade conjugal. Nessa hipótese, o amor pode vir a deixar de existir, embora tenha existido.
Todo amor humano está sujeito à cessação. Não creio na existência de um amor eterno entre os seres humanos, mas sim na sustentação desse conjunto de sentimentos, valores e atitudes que surge durante as relações interpessoais.
Modus in rebus, Santo Agostinho foi muito infeliz, em minha opinião, ao dizer que não existe amor que morra um dia; e que, se morreu, é porque nunca existiu. Talvez o motivo pelo qual ele tenha generalizado, de forma errônea, a afirmação supramencionada tenha sido a sua fé no amor divino - que é incondicional.
Outrossim, aplica-se tal rifão a todos os iludidos e ignorantes que dizem que o amor verdadeiro nunca morre (aprenda que nas relações humanas a palavra NUNCA inexiste). Tenho certeza de que não existe amor falso e amor verdadeiro: existe, pois, somente o amor e suas subdivisões em amor efêmero e amor duradouro.
São Tomás de Aquino foi sábio ao compreender que não existe amor incondicional entre homens. Apenas o amor de Deus por nós é irrevogável e perene.
Assim como as flores do campo necessitam de chuva e sol para florirem, o complexo designado amor também necessita ser sustentado dia após dia por esses sentimentos, valores e atitudes. O amor é flexível, mutável, sofre alterações e precisa ser rejuvenescido constantemente.
Caso contrário, pode ser que, ao longo da vida, esse amor venha a ser efêmero e infeliz, marcado por tristezas, feridas na alma, ressentimentos, apatia e infelicidade conjugal. Nessa hipótese, o amor pode vir a deixar de existir, embora tenha existido.A arte de amar consiste em inovar e renovar, constantemente, esses sentimentos, valores e atitudes pertinentes ao conjunto amor, lato sensu. Apenas dessa forma, seremos eternos galanteadores e alcançaremos a felicidade conjugal.
Logo, amor que acaba pode ter sido amor.
