quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Punição na escola: que disciplina é essa?

Punição na escola: que disciplina é essa?


                                       A punição aplicada à educação e ao exercício da cidadania



   Hodiernamente, percebo que a sociedade está cada vez mais preocupada com a formação educacional e moral dos estudantes – haja vista que eles são a nova geração e, portanto, o futuro da nação. Tal preocupação deve-se ao fato de que a situação tornou-se caótica e inadmissível, uma vez que grande parte dos alunos não respeita e tampouco valoriza os educadores e as autoridades superiores a eles.
   Sou totalmente a favor da punição rígida e severa aos alunos que apresentarem sintomas de má conduta e indisciplina na escola. Sou adepto à teoria de que, quando a instituição se deparar com alunos que não receberam uma educação familiar plausível e que, portanto, não possuem a educação necessária para respeitarem seus mestres e colegas, tornar-se-á necessário o uso de punições austeras e corretivas sobre tais aprendizes. Sendo assim, os discípulos perceberão que, em todas as vezes que desrespeitaram as autoridades constituintes sobre eles, foram punidos. Logo, o cérebro destes educandos processará esta ação-reação como algo negativo e, de certa forma, esses indivíduos estarão fadados a sofrerem mutações morais e éticas – a fim de que possam adaptar-se melhor ao meio e às regras escolares.
   Resumidamente, o exercício da autoridade com o emprego da violência psicológica benéfica sobre alunos indisciplinados molda o caráter do jovem revoltado e indisciplinado e o ajuda a compreender que, se ele não transformar-se e adaptar-se ao ambiente escolar, continuará sendo repreendido e poderá até mesmo ser expulso da instituição educacional à qual ele pertence – embora não seja essa a melhor solução.
   Nas escolas dos tempos remotos de meu avô, por exemplo, havia o hábito de usarem a palmatória à correção dos alunos – apenas quando eles desrespeitavam os professores ou deixavam de cumprir suas obrigações. Sim, nessa época, há aproximadamente setenta anos, a punição era rigorosa e um tanto quanto fisicamente violenta, além de afetar o psicológico do indivíduo – mas, curiosamente, todos faziam total silêncio, durante a aula, em respeito ao mestre.
   Não se torna necessário, hoje, o uso da palmatória, pois existem outras políticas educacionais de punição a alunos rebeldes, que são mais pacíficas, como, por exemplo, a elaboração de reuniões com os pais, professores, diretores e alunos, além da aplicação de advertências, suspensões ou até mesmo transferências de alunos indisciplinados.
   Está faltando, porém, a aplicação rigorosa dessas políticas educativas. A escola não pode ser passiva diante situações como essas, onde há indisciplina por parte do aluno, pois estou convicto de que um indivíduo sem princípios éticos é um empecilho ao desenvolvimento da população. A função da instituição, como sendo uma formadora de seres humanos conscientes, é, entre outras, complementar a formação do caráter do indivíduo, ensinando-lhe a exercer a imprescindível e fundamental cidadania e a respeitar as pessoas independentemente da cor, religião, etnia, classe ou função social.